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O final - Volume VIII - A Torre Negra

Livro - A Torre Negra - Coleção A Torre Negra - Vol. 7

Por vezes terminar a leitura de um livro traz uma sensação ruim, um vazio. Como a perda de algo querido, a partida de um amigo, o fechamento de uma fase da vida. Na verdade, para mim, terminar a história de um livro muito bom traz esse sentimento. E, quando o livro é acima do normal, eu o fecho e digo que vou ler de novo, como já fiz com alguns.
Quando a história ou estória não vem contada em um volume só (como de uns anos para cá virou moda) o sentimento é quase inevitável. São dias e dias da vida passados ao lado das personagens, do enredo, dos locais, e claro, é como se estivesse lá, vivendo aquilo tudo. Essa é a função de um bom livro, ainda mais quando a trama toda vem contada em 8 volumes, grossos volumes escritos por Stephen King.
A saga “A Torre Negra” esteve em minha vida por uns dois anos. Alguns volumes li avidamente um logo após o outro, outros, precisei fazer uma pausa, ter novos ares antes de continuar, mas aquele mundo não deixava de estar ali, esperando...
E, o último livro, o volume VII, demorei vários meses para ler. Por inúmeros motivos, que não vem ao caso, mas muito mais porque no fundo acredito que tudo tem sua hora certa.
Não posso fazer comentários para não estragar a leitura daqueles que esperam ainda para saber sobre o final de Roland e seu ka-tet, só posso deixar minhas impressões sobre o final.
Eu gostei.
Gostei e isso foi uma surpresa porque não esperava que fosse acontecer, pois é normal eu me decepcionar com os finais dos livros do Stephen King.
Ele mesmo explica isso na “Nota do Autor” e dá para entender como é difícil deixar uma história ter um final.
Da saga toda alguns volumes foram melhores do que outros, obviamente, e pra mim, ainda escolho o volume que Roland conta sua estória de juventude para os companheiros (vol. IV – Mago e Vidro), em segundo o capítulo “Encontrado (Coda)” do último volume e em terceiro o livro que se ambienta na maior parte na cidade de Calla (vol.V – Lobos de Calla).
Stephen King demorou anos para escrever toda saga inspirada em inúmeras referências desde o poema central, a livros, músicas, filmes e eu demorei anos para ler. Foi uma boa companhia. Esteve comigo em bons e maus momentos desses anos e vou lembrar disso.
No mais, não posso dizer hoje, que me animo a ler de novo, talvez só o volume IV, mas isso não significa que não tenha sido, durante esse tempo, uma boa surpreendente leitura.

Rb






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