CINEMA - MEU TIO MATOU UM KARA
Essa semana estamos com aquela promoção CANAIS TELECINE LIBERADOS, então operação cinema tá rodando a todo vapor... na segundona eu vi MEU TIO MATOU UMA CARA (2004) e achei super 1/2 boka. Jorge Furtado escreveu vários filmes que eu kurti, como CARAMURU, LISBELA E O PRISIONEIRO e o impressionante curta-metragem ILHA DAS FLORES que já apareceu na íntegra aqui no blog-cemitério. É dele também o incrível O HOMEM QUE COPIAVA...
Ele inclusive aparece nessa lista dos 10 diretores mais importantes da atualidade...
...junto com Clint Eastwood por exemplo. Em 2004 ele escreveu esse MEU TIO MATOU UM KARA de certa forma imitando e copiando o estilo onde o personagem principal vai narrando seus pensamentos, sentimentos e desejos. Funcionou espetacularmente para o KEVIN ARNOLD de ANOS INCRIVEIS, funcionou para O HOMEM QUE COPIAVA, mas agora não colou. Na minha opinião as pequenas contradições e detalhes do filme prejudicam o resultado final... por exemplo:
Ele inclusive aparece nessa lista dos 10 diretores mais importantes da atualidade...
...junto com Clint Eastwood por exemplo. Em 2004 ele escreveu esse MEU TIO MATOU UM KARA de certa forma imitando e copiando o estilo onde o personagem principal vai narrando seus pensamentos, sentimentos e desejos. Funcionou espetacularmente para o KEVIN ARNOLD de ANOS INCRIVEIS, funcionou para O HOMEM QUE COPIAVA, mas agora não colou. Na minha opinião as pequenas contradições e detalhes do filme prejudicam o resultado final... por exemplo:
- O cenário do filme é PORTO ALEGRE, mas com poucas excessões ninguém fala com sotaque, nem os porteiros, nem os professores...
- O filme mostra a cidade como ela é: suja e com favelas. A cena do conjunto comercial onde o detetive tem um escritório é ótima, já entrei em dezenas de muquifos iguais. Mas na hora de mostrar os personagens, são muito artificiais.
- Os adolescentes são espertos e questionadores. Eu tenho amigos adolescentes, amigos adultos e quase ninguém é assim tão questionador. Não parece real, ficou forçado demais;
- Apesar de serem muito espertos e questionadores, os dois adolescentes não conseguem guardar um endereço de memória em certa passagem do filme. É uma esperteza por conveniência do roteiro que não dá pra engolir.
- O filme é nacional. Se passa em Porto Alegre. O Caetano é um dos mais famosos cantores brasileiros. Por que colocar ele na trilha sonora cantando em INGLES (ou sei lá se era ESPANHOL?) Tudo bem que eu não sou fã do sujeito, mas tá HORRÍVEL, pior que cagar no maiô como diria o MESTRE DOS BOFES.
- A interpretação do "mocinho" e da "mocinha" não convencem. Os diálogos não estão naturais ou eles não souberam incorporar os personagens.
O filme é sobre um sujeito que confessa ter matado um "KARA" e vai pra cadeia. Seu sobrinho decide investigar e ajudar a provar que o tio é INOCENTE. Tem várias cenas que são baseadas em um jogo de computador onde o jogador busca e reúne pistas para solucionar um mistério. O sobrinho aplica isso na sua rotina para investigar o caso do tio. KAPUT.
É assistível, mas no geral não kurti e não recomendo. Tem muito filme nacional beeeem melhor, como o próprio O HOMEM QUE COPIAVA já citado, e pra não deixar a crítica muito séria um último aviso aos pervertidos de plantão: já se foi o tempo em que CINEMA NACIONAL era sinônimo de mulher pelada. Quem ainda acha isso vai ter que se contentar com algumas cenas da Deborah Secco de calcinha e sutiã. Mais fácil ver bunda de pin up aki no blog-cemitério do que nesse filme.
JOPZ - agosto 2010
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